domingo, 4 de junho de 2017

MEU MENINO APENAS SEGUE SEU CAMINHO DE LUZ...


HOJE É O ANIVERSÁRIO DE 29 ANOS DO NASCIMENTO do meu mamãe... E pensar que há dois anos atrás, eu escrevia meu textão no Facebook dando os parabéns, e que seria o último!
No ano passado, eu passei o dia 21 de Maio - era sábado - no Abrigo Fraternal, lá em Suzano, com vários idosos, tomando um café numa tarde fria, de um dia que já havia chovido bastante...
Hoje, em contraste e por ironia da vida, estava numa festa de uma amiga, apesar do aniversário dela ter sido ontem, comemorou hoje por causa da presença de familiares...
Ontem eu estava no cemitério com a minha mãe, fomos levar flores de aniversário pra ele, margaridinhas, rosas e girassóis, todas amarelas, conforme ele adorava, e apareceu numa das plantas de seu lindo jardim uma joaninha de cor amarela, eu e minha mãe ficamos chocadas! Depois, uma borboleta amarela vagando pela região... Enquanto minha mãe acendia as velas, eu dizia que jamais imaginaria dizer " parabéns " à ele olhando sua lápide - é escroto demais!
No túmulo dele, que UFA, é de terra e não mármore, cresceu uma rosa branca, claro, plantada pelo jardineiro que cuida dali, e ela já estava alta, e fofa, e aberta! Como uma bandeira de paz...
E hoje eu estava lembrando do ano e semana em que ele nasceu, também estava frio e chuvoso, ele tinha muito cabelo, bem preto, o macacão era branco... Aquele cheirinho de bebê na área, aquele silêncio que nós outras crianças temos que fazer para que a mãe de dieta não se irrite, nem acordemos o bebê... E no velório, por mais que chorássemos ou ríssemos bem alto, ele jamais acordaria aqui... E justamente sobre esse assunto eu e minha mãe conversávamos! Esse é o ciclo da vida, nasceu de outros seres, quando morre, é tragado por outros seres, para que a vida continue em suas variadas formas... O espírito dele vive numa outra jornada, enquanto seu corpo alimenta belas flores, num belo jardim, num gigantesco parque que nada mais é do que o maior cemitério da América Latina! Esse é o certo, é assim que deve ser, o que é da terra fica na terra, o que é do Universo, volta pra ele!
Falávamos, bom, eu falava, de como era estranho os primeiros dias após sua partida, as primeiras semanas, meses... O som do " bip " do aparelho na UTI não saía da minha cabeça, a imagem dele de tantas faces, cada ano com um estilo, mas principalmente os últimos dias, as últimas palavras... Ele não saía de nossas cabeças, não porque a gente queria ou forçava, mas era um trauma, como quando somos assaltados e queremos ficar uns dias sem sair na rua... Era fixo em nossa mente de tal forma que a ficha só começou mesmo a cair conforme o tempo passava e ter contato com ele era impossível... Eu chegava a ficar em torno de dois meses sem ligar pra ele ou saber da vida dele... Mas quatro, cinco meses? Nunca, desde que nasceu, e vai passando o tempo, e o espaço em que a pessoa ocupava no mundo ficou um eco! Em maio ou junho, não lembro, eu participei de um grupo que debate o luto, aqui em SP, e o pessoal tinha alertado que quando faz um ano, parece pior que o dia em que a pessoa se foi, e foi mesmo... Os meses foram passando, e à medida em que dezembro se aproximava, parecia ter um ferro apertando no peito, uma coisa pesada pressionando, como quando entramos numa piscina, mas por dentro! Entrar em dezembro pra minha mãe foi terrível, e nós três filhas tivemos que auxiliá-la nesse transe, de forma que pudesse senão ajudar, aliviar a angústia, mas para nós também estava punk... Dia 24 de dezembro, eu já cheguei na casa da minha mãe chorando... Precisava abraçá-la, e depois de nós quatro nos aliviar do aperto, a noite de Natal foi tranquila, em paz, e parece que com ela foi o peso do famoso UM ANO...
Falar dele hoje é diferente... Daqui há pouco fará um ano e meio em que ele se foi, mas é como se não fosse por morte, aquela coisa mórbida que leva embora as pessoas que amamos, mas como uma ponte, pro lugar dele, pra área dele! Sabemos que ele está em constante trabalho, em processo de cura perispiritual, energética, e isso nos deixa contentes! Não sentimos a presença dele aqui, e ele nem deve aparecer por aqui enquanto tiver obrigações divinas à cumprir!
Quero meu irmão bem longe daqui, lutando e cuidando dele como ele nunca fez enquanto estava aqui, conhecendo um Eduardo cheio de atributos, num mundo onde tudo o que ele dizia existe! Não é de hoje que ele é um menino intergalático, e agora ele pode estar mais fácil do que antes, ao lado de seus mestres ascensos, e trabalhando para o Bem na Terra! É isso o que quero, o que desejo que esteja acontecendo com ele...
Falávamos tanto ao telefone, sobre todos esses assuntos esotéricos/espirituais, imagine as novidades que ele tem pra me contar quando eu for para o lado dele... Muito assunto!!!
Ele não se " foi ", ele simplesmente viajou, um intercâmbio, que o fará um melhor ser humano em muitos aspectos, e um dia a gente vai fatalmente se encontrar, seja no além, seja por aqui!
Não estou nem um pouco ansiosa para que esse dia chegue, rsrs, quero viver muuuuito aqui, talvez não em termos de idade, mas de coisas a fazer, há ainda tantos livros pra ler que precisaria de mais umas 16 encarnações para acabá-los! Sinto sim saudades dele, falta da voz dele, de sua paciência me explicando as coisas espirituais que ele aprendia a cada situação nova que experimentava... Ele me ensinou tantas coisas que não cabem aqui!
Que saudades daquele menino inocente, grande de tamanho e coração, com um sorriso sincero, e que comparado às irmãs era um anjo... Rsrs... Ah, meu mamãe!


21.05.2017 - 20:05hs, choveu o dia todo, e a chuva não quer parar!


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